Por: Itatiaia BH

A torcida do Atlético terá que esperar mais algumas semanas para ver o Projeto de Lei (PL) da Arena MRV ser votado em 2º turno no Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Assim como aconteceu na quarta-feira (11), os vereadores não chegaram a um acordo no debate sobre o PL ‘Escola Sem Partido’, obstruindo a votação das outras propostas interferindo no PL 817/19, que dispõe sobre desafetação de áreas públicas para fins de reparcelamento do solo do terreno onde o Galo pretende construir o estádio.

A sessão desta quinta-feira durou poucos minutos e foi encerrada por falta de quórum, já que menos de 21 vereadores compareceram. Desta forma, a votação do PL envolvendo a Arena MRV foi adiada e só deve ocorrer em outubro, de acordo com o vereador Gabriel Azevedo (sem partido).

“A Câmara Municipal vota sempre nos 10 primeiros dias úteis do mês. Amanhã (sexta-feira) é a última sessão. Há a previsão de um processo de cassação de vereador (Flávio dos Santos – Podemos), isso leva um tempo, porque tem que ler a denúncia inteira. É costume da Casa derrubar o quórum após a leitura. Portanto, a previsão é que (a votação do PL da Arena MRV) só volte em outubro”, declarou.

Gabriel Azevedo afirmou ainda que o Projeto de Lei da Arena MRV está sendo usado por alguns vereadores para travar a pauta de votação na Câmara. “Quem quer obstruir (a pauta) utiliza outros projetos para atravancar o processo, ou seja, se faz requerimentos dos projetos de lei, e isso vai atrasando. Quanto menos projetos há na pauta para se fazer isso, menos a pessoa consegue obstruir. Quem quer obstruir hoje, que é praticamente a bancada da esquerda, não vai conseguir fazer isso tão bem sem o projeto do Galo, que está sendo usado neste sentido”, acusou.

Na última terça-feira (10), o Projeto de Lei do estádio do Atlético foi aprovado pelos vereadores em 1º turno por unanimidade (38 votos a 0).

Antes da análise pelo Plenário da Câmara, o Projeto de Lei da Arena MRV foi aprovado por quatro comissões da Casa: Legislação e Justiça, Meio Ambiente, Administração Pública e Orçamento e Finanças Públicas.

Documento Autorizativo para Intervenção Ambiental

No dia 2 de outubro haverá uma reunião do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) para debater o parecer pela regularização ambiental proposta para intervenção em Áreas de Preservação Permanente (APP’s).

A expectativa do Atlético é que o clube consiga a autorização para a obtenção do Documento Autorizativo para Intervenção Ambiental (Daia) junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF). O documento é uma das condicionantes para a obtenção da Licença de Instalação (LI).

A proposta de compensação ambiental consiste na regularização fundiária em área de conservação correspondente a mais que o dobro da vegetação nativa (Mata Atlântica) a ser suprimida.

O terreno definido para essa contrapartida fica no Parque Nacional da Serra da Gandarela, no município de Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A área será destinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia de regime especial, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, e que integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

Arena MRV

A Arena MRV terá capacidade para 47 mil torcedores e custará R$ 410 milhões, mas, de acordo com o Atlético, nenhum centavo sairá do futebol. Em setembro do ano passado, os conselheiros do clube aprovaram a venda de 50,1% do shopping Diamond Mall para a Multiplan, o que irá gerar R$ 250 milhões para a obra. O restante do dinheiro será captado por meio da venda do naming rights (a MRV comprou os direitos por R$ 60 milhões) e da comercialização de cerca de 4.700 cadeiras cativas do estádio por R$ 100 milhões (60% do valor já foi garantido pelo banco BMG).

Além de construir o estádio, o Atlético terá que trazer benefícios para os moradores da região, como arcar com obras de melhorias no trânsito.

 
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