Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Adilson Batista não é mais treinador do Cruzeiro. O técnico foi demitido pelo Núcleo Dirigente Transitório depois da derrota para o Coimbra por 1 a 0.

Ouça a coletiva de Adilson Batista acima

A terceira derrota consecutiva do Cruzeiro em apenas oito dias – 1 a 0 para o Coimbra, no estádio Independência, neste domingo, pelo Campeonato Mineiro – resultou na demissão do técnico Adilson Batista. Ele mesmo apareceu na entrevista coletiva para anunciar que tinha acabado de ser avisado nos vestiários sobre a sua saída. A partir daí começou a enumerar críticas ao clube que, segundo ele, “estava numa verdadeira bagunça”.

“O clube com uma bagunça dentro dos vestiários, uma desordem. Os atletas tomaram conta do clube, derrubaram o Mano Menezes, o Abel Braga, o Rogério Ceni. Tomaram conta do clube. Você chega e tem que limpar, mas dei treino até alguns dias nesta confusão, mesmo sem comando. Rezo para que o clube tenha logo um presidente. Hoje tem outros gestores e querem dar palpite no futebol”, revelou.

Depois, reforçou que acredita na recuperação do clube, mas que demora um tempo. E crê no sucesso ainda nesta temporada. “Gostaria de dizer que estarei na torcida, estarei acompanhando. Quero deixar bem claro que fico um pouco chateado, não só com os resultados recentes porque temos participação, culpa, enfim. Mas temos que entender o processo. No início do ano tivemos que fazer uma reformulação. Tive a coragem de pedir para que alguns jogadores saíssem”, disse.

Depois Adilson Batista enumerou uma série de problemas enfrentados por ele ao curso desta temporada. E reforçou que o processo de mudança exige mais tempo e que o melhor seria a direção ter pensado e focado no Campeonato Brasileiro da Série B “A disputa do Estadual é para meninos porque o Cruzeiro precisa buscar o acesso na Série B. Então agora a gente deveria estar preparando o time, agilizando as contratações e ajustando o time dentro de campo. Mas não tivemos tempo, infelizmente”.

Esta foi a segunda demissão dele durante a semana. Na quinta-feira, um dia após a derrota para o CRB por 2 a 0, pela Copa do Brasil, chegou a ser demitido. A medida foi alterada por determinação de Pedro Lourenço, ex-integrante do Conselho Gestor

Adilson Batista tinha apenas um contrato verbal com o clube, que vai pagar a ele um mês e meio de salário e aviso prévio. O Cruzeiro já acumula débitos com seus últimos quatro técnicos: o português Paulo Bento, Mano Menezes, Rogério Ceni e Abel Braga. A direção não indicou qualquer nome para ocupar o cargo.

Além do treinador, também não continuam no Clube o diretor de futebol Ocimar Bolicenho, o auxiliar técnico Cyro Garcia e o preparador físico José Mário Campeiz.

Esta foi a segunda passagem de Adilson pela Raposa como treinador. No total, o técnico dirigiu o Cruzeiro em 185 jogos, com 101 vitórias, 38 empates e 46 derrotas. Nesta segunda passagem, o técnico assumiu o Clube nas três rodadas restantes do Campeonato Brasileiro do ano passado e iniciou o processo de reconstrução da equipe neste início de 2020, totalizando 15 jogos.

(Itatiaia BH)

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