Por: Itatiaia BH

A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) tem sentido os impactos do bloqueio de verba anunciado pelo governo federal. Em algumas unidades alunos têm se revezado para lavar o banheiro por causa da demissão de funcionários.

De acordo com a presidente da Associação de Docentes da UEMG, Simone Carvalho, alguns professores não estão recebendo auxílio e a limpeza nas unidades está precária. “Nós tivemos funcionários do setor de limpeza e conservação demitidos em diferentes unidades. Na que eu trabalho, na FAE, a escada não é limpa porque não tem faxineiros suficientes para limpar essa parte das escadas de incêndio. A gente está com um corte enorme no pessoal de serviço das universidades”.

Segundo Simone, o auxílio é de R$69 e inclui o vale-alimentação dos professores. Em algumas unidades, como a de Montes Claros, no Norte de Minas, o benefício foi totalmente suspenso, e em outras corre o risco de ser cortado no próximo quadrimestre.

A reitora da UEMG, professora Lavínia Rosa Rodrigues, espera que o governo do estado reveja o contingenciamento que representa 25% das verbas de custeio da instituição. “Isso é muito e teríamos que ter determinados setores da universidade quase que paralisados, por exemplo, o funcionamento de nossos laboratórios, as questões também relacionadas à própria atividade que a gente tem de pesquisa”.

De acordo com Lavínia, obras e projetos de expansão em algumas unidades já foram paralisados. “Nossas edificações precisam de reparos, coisas do dia a dia estariam realmente prejudicados”.

Segundo a secretária adjunta de planejamento de Minas, Luiza Barreto, a situação pode ser revista, mas prioridades devem ser estabelecidas. “Dificilmente a gente consegue reversão total, ela tem que ser feita no contexto de priorização. Então o que a gente tem conversado é de avaliar todos os gastos projetados pela instituição, ver aqueles que são prioritários que não cabem dentro do orçamento, para ver o que que a gente consegue ou não reverter”.

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