Jonair Cordeiro*
Inicialmente, esclareço que o título tem o objetivo de te atrair, tendo em vista que um dos temas em voga é o armamento ou desarmamento da população. Mas Não! De fato, não se trata de desarmamento em si. Na verdade, é só um “outro artifício” para tentar fazer com que você, leitor, não me abandone aqui, sozinho, nesta leitura.

​Homofobia, caro leitor, cara leitora, é o tema que quero tratar nestas poucas linhas.

De acordo com o dicionário homofobia é o medo patológico em relação à homossexualidade e aos homossexuais, a quem se sente sexual e afetivamente atraídos por pessoas do mesmo sexo. Note que na definição existem as palavras “sexo” e “afeto”! Tanto uma como outra palavra representa algo sublime da natureza humana e não, de forma alguma, algo repulsivo.

Note, aqui, não estamos tratando de religião ou de suas preferências, mas unicamente do que uma relação entre duas pessoas do mesmo sexo pode reproduzir, a saber: “AMOR”.

Inúmeras são às vezes que me calo, perplexo — é verdade, com a afirmação de pessoas, que reputo “boas”, que são contra a homossexualidade com o argumento de que os homossexuais representam algo negativo para a sociedade e, principalmente, para as crianças; afinal, sugerem os homofóbicos, “como explicarei para meus filhos, duas mulheres ou dois homens se beijando”? Eu não tenho filhos, mas não consigo enxergar qualquer problema numa explicação que envolva amor, afeto e respeito.

Por outro lado, é muito difícil explicar a uma criança, que o país que ela nasceu lidera o ranking MUNDIAL de morte de transexuais. O Brasil matou ao menos 868 travestis e transexuais nos últimos oito anos, o que o deixa, disparado, no topo do ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas transgêneras.
Isso é ódio. Isso é o que dói explicar.

17 de maio foi o Dia Internacional contra a Homofobia. Você e eu não nascemos odiando ninguém. Aprendemos a odiar e a discriminar. Se pudemos aprender a discriminar, podemos também, como já apregoado por Mandela, aprender a amar.
Mas aqui para nós, como já disse um poeta brasileiro, se não dá pra ser amor, que seja ao menos respeito.

Este texto foi escrito com prestimosa colaboração de Keila Seranah Campos Correa Cordeiro, mestranda em Gestão do Território pela Universidade do Vale do Rio Doce.

*Jonair Cordeiro é advogado, Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil e escreve semanalmente neste espaço.

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