Foto: Pedro Souza / Atlético

A atual diretoria do Atlético e o ex-diretor financeiro Carlos Fabel, que trabalhou no clube entre 2009 e 2019, entraram em conflito. Correspondências entre as partes foram trocadas. O desencontro teve início após o Galo suspender o pagamento de acordo referente à rescisão do ex-diretor. A situação foi divulgada inicialmente pelo portal GE, do grupo Globo.

Para a suspensão, o Atlético, por meio do presidente Sérgio Sette Câmara, alega haver “graves imputações de irregularidades”. O clube se baseia em relatório da auditoria da Kroll, contratada pelo mandatário para apurar os gastos nas gestões anteriores.

Em cobrança extrajudicial, assinada em 1º de setembro, Fabel pede do clube R$ 1,7 milhões por rescisão de contrato. O valor é acrescido de multas. Em caso de descumprimento, os advogados dele dizem que não descartam acionar a Justiça.

Já em outra correspondência, com data de 21 de setembro, o Galo responde, via Sette Câmara, que suspendeu o pagamento devido ao relatório da Kroll, que “apurou e comprovou a realização de pagamentos indevidos, desprovidos de lastro contratual em correção com os serviços prestados”.

Conforme o relatório da auditoria, Fabel recebia do Atlético por meio de três empresas, cujas as quais é proprietário: Consultoria Pontual, Art Sport Assessoria e CASF Consultoria Empresarial.
Entre 2009 e 2017, nas gestões de Alexandre Kalil (atual prefeito de Belo Horizonte) e Daniel Nepomuceno, teriam sido repassados a ele R$ 15,8 milhões.

Ainda conforme informações levantadas pelo GE, por meio de estudo encomendado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), diretores financeiros de clubes da primeira divisão brasileira ganham, média, R$ 71 mil mensais. O valor recebido por Fabel, conforme relatório da Kroll, é praticamente o dobro (R$ 140 mil mensais).

Também ao GE, Fabel afirma que os serviços prestados por ele estão amparados por contratos e notas e foram aprovados pelo Conselho Deliberativo do clube.

(Itatiaia BH)

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