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Advogado acredita que Atlético poderá contar com Pavón na Libertadores; entenda tese

Jogador argentino já treina na Cidade do Galo | Foto: Pedro Souza/Atlético

Um dos reforços do Atlético para o restante da temporada, Pavón chegou ao clube inicialmente para disputar as competições nacionais, já que tem que cumprir seis jogos de suspensão na Copa Libertadores. No entanto, para o advogado Gustavo Lopes, especialista em direito desportivo, são grandes as chances do Galo poder contar com o atacante.

Em entrevista concedida ao Rádio Esportes, da Itatiaia, ele explicou uma tese que poderia ser utilizada pelo departamento jurídico do Galo. A ideia é que, mesmo não inscrito pelo Boca Juniors na primeira fase da competição internacional , o argentino já passou as seis partidas de gancho sem entrar em campo. Portanto, seria uma punição dupla não atuar pelo alvinegro.

“O Boca faz a opção de não inscrevê-lo na Libertadores. Ou seja, ele não jogou os seis jogos da primeira fase. O fato dele não estar inscrito não tira dele a realidade de que ele não jogou seis jogos. Ele poderia ter jogado, uma vez que ele está vinculado ao Boca”, disse.

De acordo com Lopes, mesmo não sendo relacionado pelo clube de Buenos Aires, Pavón estava vinculado ao clube, que disputou a primeira fase da Copa Libertadores.

“A tese contrária diz que se ele não está inscrito na competição, ele não existia para a competição. Mas existe um princípio no direito que é o princípio da primazia da realidade. A realidade é que o Pavón era vinculado ao um clube que competiu a primeira fase e ele não jogou. Logo, o objetivo da penalidade fui cumprido”, explicou.

Mesmo acreditando que a punição já foi cumprida enquanto o atacante estava defendendo o Boca Juniors, o advogado acredita que a Conmebol pode mudar a pena para apenas uma punição, que teria que ser paga pelo Atlético.

“Acredito, do ponto de vista jurídico e técnico, que a tese do Atlético é boa, que o Pavón de fato era atleta de um time que jogou a Libertadores e não disputou as seis partidas. Essa é a situação de fato. Agora, pelo que a gente conhece da Conmebol, acredito que o tribuna disciplinar vai acabar convertendo essa pena em multa. O Atlético paga a multa e libera o Pavón”, finalizou.

Do ponto de vista formal, o departamento jurídico do Galo só pode defender o Pavón na entidade máxima do futebol sul-americano a partir do dia 18 de julho, quando abre a janela e o nome do argentino será vinculado oficialmente ao clube mineiro. Caso seja absolvido, “El Kinchán” poderia ser inscrito apenas a partir das quartas de final.

 

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