TIMÓTEO CLIMA

Responsável por barragem que se rompeu, Samarco não assina acordo de descomissionamento

Samarco é responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu em Mariana (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A mineradora Samarco não assinou um Termo de Compromisso com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se comprometendo com o processo de descomissionamento de suas barragens construídas pelo método a montante.

Agora, a empresa, que descumpriu o prazo legal para adotar a medida poderá ser multada e sofrer outras penalidades. O prazo final termina nesta sexta-feira (25).

A Samarco é a responsável pela barragem de Fundão, localizada na cidade de Mariana, e que se rompeu em novembro de 2015 matando 19 pessoas e causando um grande dano ambiental. A barragem foi feita pelo método a montante, considerado o mais inseguro para a atividade de mineração.

Ao todo, das 54 barragens a montante existentes no Estado, apenas sete foram descaracterizadas no prazo legal. As outras 47 descumpriram a legislação. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, o total de indenizações que serão pagas pelas mineradoras chega a R$ 324 milhões. Somente a Vale terá que pagar R$ 251 milhões por não ter descomissionado 23 barragens a montante espalhadas pelo Estado.

A reportagem entrou em contato com a Samarco, que não respondeu a um pedido de posicionamento para o assunto.

 

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!

Desenvolvido por Vale Telecom