Foto: Pedro Souza/ Atlético

O presidente do Atlético, Sergio Sette Câmara, acredita que a crise na qual vive o Cruzeiro, a maior da história do clube, provocará “migração” de torcedores futuros para o alvinegro, o que resultaria em aumento da torcida atleticana em relação à celeste.

“Na história, o que pode acontecer, na minha opinião, é uma migração de uma geração que seria do Cruzeiro para ser do Atlético. Com isso, o Atlético pode vir a ser o grande clube protagonista do futebol de Minas Gerais”, disse em entrevista à TV Galo nessa quarta-feira (20).

Isso porque, na visão dele, o fluxo de fanáticos está relacionado ao sucesso dentro de campo. “Se nós formos analisar a situação atual do Atlético e dos nossos adversários, o América, que tem uma torcida que é meio estagnada, e o Cruzeiro, que tem uma torcida grande, mas que, diante do que se avizinha, eu acredito que eles vão perder muitos seguidores, muitos torcedores”, analisou.

Rebaixado à segunda divisão nacional no ano passado, o Cruzeiro vive a maior crise da sua história. A situação financeira, já complicada, é agravada pela dificuldade de obtenção de recursos devido à pandemia. Na última terça-feira (19), o clube foi punido com a perda de 6 pontos devido ao não pagamento de uma dívida. Balanço divulgado pelo clube nessa quarta-feira apontou déficit de R$ 394 milhões em 2019, totalizando uma dívida de mais de R$ 800 milhões.

Sette Câmara analisou que o Atlético hoje tem uma “condição difícil”, mas, segundo ele, “está longe de ser semelhante ao que acontece” no Cruzeiro. O presidente também revelou que teve interesse na contratação do atacante Pedro Rocha ano passado, mas o negócio não foi adiante devido aos valores.

O jogador fechou com o Cruzeiro por empréstimo. O presidente argumenta que, naquele momento, teve “certeza absoluta que o negócio ia ficar feio (para o Cruzeiro)”.

“Se você somar, (Pedro Rocha foi contratado) pra sete meses. Os valores envolvidos, todos eles, giraram em torno de, segundo me disseram, R$ 16 milhões. Isso aí não cabe. Aí a gente começava a ver: “Mas quanto ganha o zagueiro? E o meio-campo, o camisa 10? E o que saiu daqui e foi pra lá, foi pra ganhar quanto?”. Aí você começa a fazer conta. (…) Não adianta quererem colocar o Atlético no mesmo balaio do que está vivendo o Cruzeiro hoje”, diz.

(Itatiaia BH)

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