Foto: Atlético/ Divulgação

Ainda que sem os jogadores em campo, esta segunda-feira é um dia marcante na história do Atlético. Isso porque as máquinas iniciaram a terraplanagem no terreno do futuro estádio do clube, em fase definida pelos responsáveis pela obra como “marco zero” da construção da Arena MRV.

O estádio terá capacidade para 46 mil torcedores e ficará no bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte. A previsão é de que as obras durem até 30 meses, o que permitira a inauguração no fim de 2022, caso não ocorram atrasos.

“É um momento muito especial para a massa atleticana. Nosso sonho de ter um estádio próprio começa, efetivamente, a se tornar realidade. É um grande presente e um orgulho enorme para todos os atleticanos. Agradeço, de coração, a todos que estão ajudando o Galo a construir a melhor arena do Brasil”, declarou o presidente Sergio Sette Câmara ao site oficial do clube.

A partir do conceito de arena multiuso, o Atlético e os responsáveis pela obra esperam viabilizar a atração de shows e eventos ano estádio, que prevê 40 bares, 68 camarotes e 2.400 vagas de estacionamento, além de uma área verde de 26 mil m².

O terreno de 130 mil m² que abrigará o estádio foi doado pelo empresário Rubens Menin, fundador da MRV Engenharia. O projeto da arena é de responsabilidade do arquiteto Bernardo Farkasvölgyi. A Racional Engenharia realizará a obra.

Para ter recursos suficientes para construir o estádio, o Galo vendeu 50,1% do shopping Diamond Mall para a Multiplan por R$ 250 milhões em setembro de 2017, valor que chegou a R$ 296,8 milhões, em função das correções monetárias. O clube ainda arrecadou R$ 60 milhões com a venda dos naming rights (nome do estádio) para a MRV e espera obter mais R$ 100 milhões com a negociação de cadeiras cativas, sendo que 60% desse valor vai ser assegurado pelo banco BMG.

O projeto prevê a destinação de cerca de R$ 80 milhões em obras de melhoria na infraestrutura urbana da região.

A terraplanagem é mais um passo da obra do estádio. No dia 21 de dezembro de 2019, foi obtida a licença de instalação. Em 28 de janeiro, começou o cercamento da reserva ambiental, acompanhada da supressão vegetal e do manejo de algumas espécies animais e vegetais do terreno. Nos últimos dias, máquinas faziam o transplantio de palmeiras acumãs, que serão replantadas na Reserva Particular Ecológica, uma área de preservação ao lado do estádio.

“Esse é um dos principais marcos da Arena MRV desde a aprovação da licença de instalação. Para nós, é motivo de grande alegria chegar na etapa da terraplanagem, pois o nosso planejamento está tomando forma. Há anos já temos uma equipe multidisciplinar empenhada no projeto e vejo que estamos muito alinhados para que cada etapa caminhe conforme o cronograma estabelecido”, comentou o diretor-executivo da MRV, Bruno Muzzi.

Para exaltar a importância do início das obras, a Arena MRV colocou o dia 20 de abril de 2020 ao lado de outras oito datas históricas da história do Atlético quando anunciou o início das obras: a da fundação do clube, a da goleada por 9 a 2 sobre o Cruzeiro (a maior da história do clássico) e a dos títulos de Campeão dos Campeões, de Campeonato Brasileiro, de duas Copas Conmebol, da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Com a pandemia do novo coronavírus, os responsáveis pela construção asseguram que a obra respeitará os protocolos de segurança e higiene para evitar a propagação da doença.

“Não medimos esforços para proteger os colaboradores no canteiro de obras. A fase de supressão seguiu no último mês, com muita segurança e consciência. Estamos, todos, respeitando o distanciamento social e seguindo todas as recomendações”, afirmou Muzzi.

(Agência Estado/Itatiaia BH)

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