Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

O técnico Mano Menezes e o advogado dele foram ausência em audiência virtual da Justiça do Trabalho na manhã desta segunda-feira, em ação contra o Cruzeiro. A juíza Solainy Beltrão dos Santos chegou a conceder prazo de dois dias para que eles se manifestem. Do contrário, o processo poderia ser arquivado.

Contudo, no início da tarde desta segunda-feira, a defesa do jogador se manifestou e alegou problemas técnicos. “Mesmo diante de todas as diligências apontadas, para surpresa dos procuradores e do reclamante, fomos informados que a audiência teria sido realizada e o autor e advogados não estariam localizados na sala virtual. Reitera-se que os procuradores e o Reclamante estavam com acesso através do link informado, já com nome e e-mail cadastrados, aguardando o início da solenidade. Foram diversas tentativas de ingresso na audiência, porém, em nenhum momento houve a autorização de acesso”, diz.

A defesa do jogador alega ainda que entrou em contato, por cautela, com 42ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, para informar que já estava aguardando a reunião. É requerida pela parte que seja designada nova data e horário para a audiência, com intimação das partes e procuradores para comparecimento.

O técnico Mano Menezes afirma que o Cruzeiro não cumpriu acordo de aproximadamente R$ 1,9 milhões, referente à demissão em 2019, e cobra do clube cerca de R$ 5,3 milhões. São dois processos, um no valor de R$ 4.326.934 e outro de 1.011.374,23.

No primeiro processo, Mano diz que teve o contrato rescindido antecipadamente em agosto de 2019 — o vínculo iria até dezembro. Foi feito um acerto de R$ 1.911.924,11, a ser pago em duas parcelas de R$ 955.962,00, sendo a data da primeira parcela no dia da assinatura da rescisão, e a outra em 12 de setembro de 2019. Porém, o clube não efetuou o pagamento, conforme o técnico.

O técnico pede, com juros e correção monetária os seguintes valores:

– R$1.349.424,11 de parcelas rescisórias

– R$ 23.333,33R$ 58.333,33 e R$ 66.666,67 e R$ 20.888,89 referente a diferenças sobre as parcelas rescisórias, considerando o salário base de R$ 600.000,00

– R$700.000,00 para pagamento das diferenças salariais relativas à cláusula 5.1 do contrato de trabalho onde o valor do salário bruto deveria ser de R$600.000,00

– R$ 199.597,00: saldo de salário do mês de junho de 2019

– R$ 362.903,00: saldo de salário do mês de julho de 2019

– R$ 600.000,00: multa do artigo 477,§ 8º, da CLT

– Caso o Cruzeiro não efetue o pagamento de todas as parcelas incontroversas, na primeira audiência, seja o mesmo condenado ao pagamento da multa do artigo 467 da CLT, no montante de R$ 876.249,90 

– R$69.537,77: diferenças de FGTS correspondentes aos salários sem o reajuste previsto na cláusula 5.1 do contrato de trabalho desde janeiro/2019 até a rescisão e ainda, de diferenças sobre as rescisórias.

“Dá-se à causa o valor para fins meramente fiscais de R$4.326.934,00”, conclui a ação.

Direito de imagem

O técnico também solicita R$ 1.011.274,23, acrescido de juros e correção monetária, por direitos de imagens. É de interesse de Mano Menezes que as duas ações ocorram em um mesmo processo.

Conforme o processo, Mano Menezes recebia R$ 200 mil mensais por direitos de imagem. O reclamante alega que não foram pagos os meses de abril, maio, junho e julho de 2019.

(Samuel Venâncio/Itatiaia BH)

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