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Varíola dos macacos: Ipatinga tem primeiro caso suspeito

Foto: Divulgação PMI

A Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria de Saúde (SMAS), confirmou nesta segunda-feira (18) que o município tem o primeiro caso suspeito da varíola dos macacos. Trata-se de uma criança com sete anos, que teve contato com parentes da cidade de São Paulo e cujo quadro está sendo monitorado pela equipe do Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM).

“Não há motivo para pânico ou alarme, uma vez que o paciente já tomou as medicações e se encontra estável, mas devemos continuar agindo preventivamente. A evolução geralmente é benigna e não tem uma transmissibilidade rápida, como é o caso da Covid-19. Porém, a pessoa deve ficar em isolamento, pelo prazo médio de 21 dias, até que as lesões desapareçam, sejam bolhas ou crostas. Pedimos à população que fique atenta, para que os casos suspeitos possam ser monitorados. Assim, evitamos que a doença se espalhe”, destacou a infectologista do município, Carmelinda Lobato.

Entenda a infecção 

A varíola dos macacos é uma zoonose silvestre, ou seja, um vírus que infecta macacos, mas que incidentalmente pode contaminar humanos – o que ocorre geralmente em regiões florestais da África Central e Ocidental. A doença é causada pelo vírus da varíola dos macacos, que pertence à família dos ortopoxvírus.

Existem dois tipos de vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central). Embora a infecção pelo vírus da varíola dos macacos na África Ocidental às vezes leve a doenças graves em alguns indivíduos, a doença geralmente é autolimitada (que não exige tratamento).

A taxa de mortalidade de casos para o vírus da África Ocidental é de 1%, enquanto para o vírus da Bacia do Congo pode chegar a 10%. As crianças também estão em maior risco, e a varíola durante a gravidez pode levar a complicações, varíola congênita ou morte do bebê, aponta a OMS.

*Com assessoria 

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