Por: Itatiaia BH

Foto: Itatiaia BH

O rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, completa dez meses nesta segunda-feira. A tragédia deixou 270 mortos, sendo que 256 corpos foram encontrados – 14 seguem desaparecidos. Em meio à dor e à angústia, os moradores convivem com a incerteza sobre a continuidade do auxílio emergencial que é pago a mais de 108 mil pessoas e que termina ao fim deste ano.

O pagamento é feito de maneira retroativa, a partir de 25 de janeiro, por um ano para todos os residentes de Brumadinho, no valor de um salário mínimo para adultos, meio salário para adolescentes e um quarto do salário para crianças.

O encontro que deverá definir o futuro deste pagamento está marcado para a próxima quinta-feira (28). No último dia 21, a primeira audiência para tratar do assunto terminou sem acordo. A Vale apresentou a proposta de continuar o pagamento por apenas seis meses e de acordo com as áreas impactadas pelo desastre, o que diminuiria o número de famílias atendidas.

A proposta foi rejeitada pelo Ministério Público, que pede a extensão do pagamento por, no mínimo, oito meses para todos os que hoje recebem o benefício. De acordo com o promotor André Sperling, o impasse prova que a Vale “não tem preocupação com as pessoas, se vão passar fome ou necessidade. Ela está preocupada única e exclusivamente com o lucro dela”.

Ainda conforme o promotor, a ideia é que seja feita uma análise do perfil de quem recebe o auxílio e que sejam excluídos os que têm renda individual superior a R$ 2.300, valor considerado a média salarial do trabalhador brasileiro.

Em nota, a Vale destaca que o acordo reforça o compromisso da empresa com os danos causados pelo rompimento da barragem de forma abrangente. A mineradora ressalta ainda que já realizou mais de 4 mil acordos, indenizando integralmente as pessoas e que nessas ações já foram destinados recursos superiores a R$ 2 bilhões.

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