Por: Itatiaia BH

Foto: Divulgação

 

A Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitando, por meio de Tutela de Urgência Cautelar, a suspensão imediata do processo de licenciamento ambiental da Arena MRV caiu como uma bomba na direção que toca a administração da construção do estádio do Atlético. Em entrevista ao programa Bastidores desta terça-feira, o diretor-executivo da Arena MRV, Bruno Muzzi, afirmou que a ação do MP ‘tumultua e prejudica’ o andamento da obra, pois já foram gastos cerca de R$ 20 milhões com projetos que estão sendo tocados.

O pedido de suspensão imediata do processo de licenciamento ambiental da Arena MRV inclui a Licença Prévia, concedida ao Atlético recentemente pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), para o clube limpar o terreno, localizado no bairro Califórnia, região Noroeste de Belo Horizonte, e instalar os tapumes cercando o local.

“Um pedido desse tumultua todo o processo. Se o MP der sequência, obtiver êxito, realmente prejudicará bastante o processo da arena porque os custos que já foram investidos, o terreno doado pela MRV que gira em torno de R$ 50 milhões, já gastamos aproximadamente R$ 20 milhões em projetos, estamos com outros projetos adiantados. Fora o aspecto social desse projeto. A não realização de um projeto deste é extremamente prejudicial ao município”, disse Muzzi citando ainda que a paralisação do processo de licenciamento irá afetar pessoas que já trabalham na obra.

“Só durante a fase de obra estamos falando de aproximadamente 700 empregos diretos, sem contar os indiretos. Após a instalação da arena, deveremos ter 2.000 pessoas trabalhando”, completou.

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