Após 1º tempo ruim, Raposa desperdiçou boas chances na etapa final para sair com a vitória

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Em uma noite chuvosa em Belo Horizonte, o Cruzeiro amargou o quarto jogo sem vencer na Série B. Mesmo com o goleiro Fábio defendendo um pênalti logo no início do jogo, o time celeste não conseguiu “empolgar” para balançar as redes do Juventude e ficou no 0 a 0, no Mineirão, pela 16ª rodada da competição.

O time comandado por Célio Lúcio, auxiliar técnico fixo do clube, repetiu os erros da equipe de Ney Franco, principalmente na etapa inicial, quando o Cruzeiro não fez nada. E quando teve chances, no segundo tempo, a equipe celeste perdeu (uma com Régis, que de um lençol no marcador dentro da área, mas na hora de finalizar chutou por cima do gol) ou parou no goleiro Marcelo Carné, que fez duas grandes defesas em cabeçadas de Marcelo Moreno e Ramon.

O destaque da Raposa foi Fábio, que salvou a equipe de sair atrás no placar logo aos 7 minutos de jogo ao defender um pênalti cobrado por Renato Cajá. Foi o 31ª penalidade que o camisa 1 celeste pegou pelo Cruzeiro na história.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou ao quarto jogo sem vencer na Série B (duas derrotas e dois empates) e se manteve na penúltima posição, com apenas 13 pontos em 16 jogos.

Já o Juventude segue perto do G4, na quinta posição, com 24 pontos, três atrás da Ponte Preta, em quarto lugar.

Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrentará o Operário-PR, terça-feira, às 21h30, no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa. A partida marcará a estreia de Felipão no comando da Raposa. Também na terça, mas às 19h15, o Juventude recebe o Avaí, no Alfredo Jaconi.

O jogo

A partida começou com uma bobeira do Cruzeiro no campo de defesa. Aos seis minutos, Renato Cajá cobrou falta, a bola desviou e Rafael Luiz cortou com o braço dentro da área do Cruzeiro. O árbitro não viu a falta, mas contou com auxílio do bandeira, que marcou o pênalti.

Renato Cajá foi para a cobrança, mas parou em Fábio, que caiu no canto para defender.

Mesmo com a defesa de Fábio, o Cruzeiro não conseguiu “criar ânimo” na partida. Apresentando os mesmos problemas que tinha com Ney Franco, o time não sabia o que fazer com a bola para atacar. Sem criatividade, a Raposa saía lentamente para o setor ofensivo, que também não mostrava mobilidade para dar alternativas.

Apesar de não ameaçar muito a meta de Fábio, o Juventude mostrava mais organização para trocar passes e chegar ao ataque.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou melhor e criou a primeira chance do time no jogo. Airton fez a jogada pela esquerda e tocou para Régis na área. O meia puxou para o meio e bateu de pé direito. A bola desviou na zaga e ia deslocando o goleiro, mas Eltinho se esticou todo para impedir o gol.

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