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Presidente da FMF elogia árbitro da final e espera jogo bonito entre Atlético e Cruzeiro

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

A Federação Mineira de Futebol (FMF) iniciou a comercialização de ingressos para a final do Campeonato Mineiro e definiu os profissionais da arbitragem que trabalharão no jogo Atlético x Cruzeiro, neste sábado (2), às 16h30, no Mineirão. Caberá ao árbitro Felipe Fernandes de Lima apitar a grande decisão estadual no fim de semana.

Adriano Aro, presidente da FMF, na manhã desta quarta-feira (30) e antes da escolha do dono do apito no clássico, fez elogios ao árbitro designado pela Comissão de Arbitragem da Federação.  Felipe Fernandes de Lima já era cotado para assumir o trabalho na grande final do Mineiro, como a Itatitaia anunciou nos últimos dias.

“Não há dúvida. É um dos melhores árbitros hoje, o Felipe é sim um nome cotado. Fez um excelente campeonato, mas é uma decisão em que a presidência não interfere, ela é exclusiva da comissão de arbitragem. Vamos aguardar que nossos profissionais técnicos, capacitados se reúnam e cheguem à conclusão de quem é de fato o melhor nome.

Lembrando que não é só o árbitro central, temos os bandeiras, quarto e quinto árbitro”, disse horas antes da decisão oficial pelo nome de Felipe.
A final única entre Atlético e Cruzeiro terá outras atrações que não apenas o jogo de futebol. A banda de pagode Pixote fará uma apresentação antes do duelo e no intervalo do clássico. E o presidente da FMF espera que o confronto entre os arquirrivais seja um espetáculo.

“Nessas fases a Federação manda um contingente ainda mais, porque a nossa ideia é fazer com que tenhamos um bom futebol, que prevalesça o bom futebol. E que nenhum aspecto técnico, seja de arbitragem, de organização possa interferir no campeonato. Gostaria muito que tivessemos nesa final lances como tivemos no jogo do Brasil. O Bruno (Guimarães) fez uma jogada sensacional que terminou em um lindo gol do Brasil. Eu, pelo menos enquanto torcedor, quero ver um bom futebol dentro de campo. E ver que o melhor futebol levanta o caneco ao término do jogo”, disse.

Aro ainda defendeu a arbitragem de Minas Gerais.

“Sabemos das críticas que ocorreram ao longo do campeonato. A Federação vem trabalhando para tentar melhorar cada vez mais à sua arbitragem. Trabalhamos com três pilares, o primeiro deles, em cada jogo há um observador da arbitragem. Que é um ex-árbitro capacitado para fazer a análise do jogo. Em tempo real ele já analisa o desempenho do árbitro, assinalando eventuais lances polêmicos ou que pode ter havido interpretação equivocada de algum lance. Isso é prontamente encaminhado à nossa comissão de arbitragem, que também é composta por ex-árbitros, CBF, Fifa. Esses realizam a revisão desses lances, depois em uma reunião semanal todos os árbitros, que atuaram e não atuaram, são convidados para reverem os lances e aprenderem com eventuais erros ou divergências de interpretação”, comentou.

“Além disso, a Federação disponibiliza para os clubes uma ouvidoria da arbitragem, onde o clube pode se dirigir dizendo que se sentiu lesado ou prejudicado, ou que tem dúvida de interpretação nos lances que ocorreram em tais minutos (dos jogos). A comissão pega aqueles lances, faz uma análise e emite um parecer. E muitas vezes, como aconteceu ao longo desse campeonato, ela conclui pelo erro ou pelo acerto do árbitro. E quando há o erro a comissão explica quais as medidas adotadas, se afastamento, reciclagem, se um curso de formação, se é a suspensão daquele árbitro”, completou.

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