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“Nós fomos infantis porque deveríamos ter conhecido primeiro os números do Cruzeiro para aceitar um desafio desse. Se eu soubesse, não teria entrado”. Foi o que afirmou um dos integrantes que deixaram o Núcleo Dirigente Transitório, segundo confidenciou Saulo Fróes, presidente do grupo, em entrevista à Itatiaia. O empresário acredita que os outros, assim como ele, também não teriam assumido o clube se tivessem conhecimento da situação financeira da Raposa.

“Um dos conselheiros que saíram, eu não vou citar o nome para preservar, falou: ‘nós fomos infantis porque deveríamos ter conhecido primeiro os números do Cruzeiro para aceitar um desafio desse. Se eu soubesse, não teria entrado’. Eu acho que não é só ele, acho que todos também não teriam porque é uma coisa de assustar”, frisou.

Ouça acima a entrevista completa com Saulo Fróes

Desde que o Núcleo Dirigente Transitório assumiu o Cruzeiro, três integrantes saíram: Vittorio Medioli, Pedro Lourenço e Walter Cardinalli.

Logo que o grupo começou os trabalhos no Cruzeiro, no dia 23 de dezembro do ano passado, a dívida era estimada em mais de R$ 700 milhões. Duas semanas depois, o Núcleo Dirigente Transitório divulgou um balanço das ações no clube e os débitos saltaram para R$ 800 milhões.

No entanto, Fróes destacou que a situação do Cruzeiro já melhorou em relação ao caos que encontraram no fim do ano passado, graças às medidas emergenciais que foram tomadas para cortar gastos. Segundo o presidente do Núcleo Transitório, mais de 100 funcionários já foram demitidos em um espaço de 20 dias e três andares da sede administrativa do Barro Preto serão fechados para trazer economia ao clube.

Ainda de acordo com Fróes, empresas foram contratadas para auditar os balanços de 2017 e 2018 – que seguem pendentes de aprovação do Conselho Deliberativo – e para fazer uma investigação das irregularidades dentro do clube.

“A situação do Cruzeiro era muito ruim. Já melhorou, mas a nova diretoria que assumir terá muito trabalho. Porém, posso garantir que o pior cenário ela não vai pegar”, ressaltou. (Itatiaia BH)

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