Foto: Sayonara Moreno/Agência Brasil

Minas Gerais vai participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. No estado, o trabalho será conduzido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG

A informação dada pelo governador de São Paulo, João Dória, na tarde desta quarta-feira, em entrevista coletiva, foi confirmada à Itatiaia pela assessoria de imprensa da universidade. Ainda é necessário acertar detalhes burocráticos, como a assinatura do contrato de parceria.

A vacina está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. Em nível Nacional, a coordenação da pesquisa será do Instituto Butantan de São Paulo. Para que os testes da vacina sejam iniciados em Minas e mais quatro estados, além do Distrito Federal, o governo paulista só espera a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Há uma expectativa de que voluntários sejam buscados em Belo Horizonte e também Uberlândia, cidades com maior número de casos confirmados da doença em Minas.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, estima que os testes da vacina sejam iniciados já na próxima semana. A partir da semana que vem, os centros selecionados divulgarão os critérios de inclusão dos candidatos e, então, poderá ser iniciado o processo do estudo clínico em si.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão o que vão receber. “E tudo isso será acompanhado, por um determinado tempo, por um organismo internacional que verifica os dados [se a vacina é ou não eficiente e segura]”, informou o diretor do Butantan.

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Sinovac é considerada uma das mais promissoras do mundo, porque usa tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. É também uma das mais avançadas em testes. O laboratório chinês já fez testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China quanto no Brasil para fornecimento gratuito ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os passos seguintes serão o registro do produto pela Anvisa e o fornecimento da vacina em todo o Brasil.

(Kátia Pereira-Agência Brasil)

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