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Funcionários da UFU são suspeitos de estuprar aluno com deficiência

Foto: Google Street View

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga denúncia de estupro de vulnerável contra um homem de 33 anos, deficiente intelectual, que teria sido estuprado dentro do campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro. Os suspeitos são dois homens de 47 e 29 anos que são funcionários terceirizados da UFU. A denúncia foi feita pela mãe da vítima na última terça-feira (19).

Conforme relatos da mãe à Polícia Militar (PMMG), na tarde do dia 19 de junho ela levou o filho para participar de um programa social no campus de Educação Física da UFU. Antes do evento começar ela e o filho foram ao banheiro. Com a demora do filho, a mãe pediu para que um funcionário do campus entrasse para ver o que poderia ter ocorrido. A vítima foi encontrada sem as roupas debaixo e havia fezes no chão. O homem de 29 anos disse que não viu e nem ouviu nada, história repetida pelo homem de 47 anos. Ambos estavam no banheiro.

A vítima foi levada para o hospital e o médico de plantão atestou que havia fissuras nas partes íntimas da vítima, demonstrando possível abuso sexual.

Os dois suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil (PCMG), em Uberlândia, onde foram ouvidos e liberados. Conforme nota enviada à Itatiaia, a PC disse que vai investigar o caso.

“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recebeu a ocorrência de um estupro de vulnerável praticado em desfavor de um homem, de 33 anos, no dia 20/7, em Uberlândia. Após os fatos, a vítima foi encaminhada para o devido atendimento médico e os suspeitos, de 29 e 47 anos, conduzidos à Delegacia de Plantão, onde foram ouvidos e liberados por não haver elementos suficientes para a ratificação da prisão em flagrante. A PCMG esclarece que um procedimento investigativo foi instaurado para a devida apuração do caso e os trabalhos investigativos estão em andamento.

A UFU respondeu, por meio de nota à Itatiaia, que prestou todos os cuidados necessários à vítima e familiares e que assim que ficou sabendo do fato, acionou a polícia. Os funcionários foram afastados.

“A Prefeitura Universitária (Prefe) e a coordenação do projeto social da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ao tomarem conhecimento da denúncia, imediatamente, acionaram a Polícia Militar, o Sistema Integrado de Atendimento a Trauma e Emergência (Siate) e os responsáveis pelas empresas terceirizadas. A UFU prestou e prestará os cuidados necessários ao participante do projeto e aos seus familiares. Foi aberto processo administrativo interno para apuração dos fatos e os empregados terceirizados foram afastados preventivamente de seus postos de serviço. A UFU acompanha o andamento das apurações e continua à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos à Polícia Civil sobre o fato em investigação.”

 

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