Por: Itatiaia BH

 

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O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia nesta segunda-feira. Denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais na sexta-feira (4) na investigação do suposto desvio de recursos do PSL por meio de candidaturas femininas laranjas nas eleições 2018, o político rechaçou a possibilidade de se afastar do governo caso se torne réu.

Ouça a entrevista completa:

“Quem não deve, não teme. Por que eu me afastaria sendo que eu tenho minha consciência tranquila? Eu respeito muito o trabalho da Polícia Federal, dos Ministérios Público Estadual e Federal, da Justiça brasileira, e vou ter minha oportunidade de provar que minha conduta foi idônea à frente do partido. Eu respondo por mim”, ressalta.

Na ocasião das supostas candidaturas laranja, Marcelo era presidente do partido em Minas e coordenou a campanha do presidente Jair Bolsonaro no estado. A Polícia Federal imputa ao ministro falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita.

Perguntado se o possível desvio poderia ter sido usado pelo partido para financiar a campanha de Bolsonaro, o ministro disse que o dinheiro eleitoral sequer passou pelo diretório estadual do partido. “Foi do diretório nacional para as contas das candidatas. Eu entendo que deve-se punir, se houve delito, individualmente.”

Sobre o motivo pelo qual é denunciado, o ministro cita a “teoria do domínio do fato”. “É como se eu, por ser o presidente do partido, tivesse obrigatoriamente de dar conta das ações individuais de cada membro do partido”, diz.

O ministro também sai em defesa de Bolsonaro quanto ao possível uso de dinheiro supostamente desviados de fundos eleitorais para campanha eleitoral. “O presidente não utilizou fundo eleitoral ou partidário. Só usou doações individuais. Não recebeu ajuda nem doação de empresas. A campanha do presidente não tem participação nenhuma com fundo eleitoral de candidato nenhum.”

Conforme as investigações, as mulheres que teriam sido usadas como laranja recebiam dinheiro e, em troca, eram obrigadas a usar gráficas, que desviavam o dinheiro. Contudo, o ministro disse que “todos os candidatos e candidatas tiveram a liberdade de contratar os fornecedores” e que jamais orientou “qualquer candidato a contratar qualquer fornecedor”.

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