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Ucrânia denuncia ataque da Rússia contra Cruz Vermelha em Mariupol

Centro bombardeado abriga civis feridos e cargas humanitárias como medicamentos e alimentos. | Foto: Azov.org.ua / Reprodução

A Rússia foi acusada nesta quarta-feira (30) de bombardear uma instalação da Cruz Vermelha em Mariupol, cidade portuária ucraniana que está sitiada há quase um mês.

“Em Mariupol, os ocupantes miraram no prédio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha”, afirmou a responsável de direitos humanos do Parlamento da Ucrânia, Lyudmyla Denisova, em declaração publicada nas redes sociais.

“Aviões e a artilharia inimiga dispararam contra um prédio marcado com uma cruz vermelha sobre um fundo branco, indicando a presença de civis feridos e cargas humanitárias”, acrescentou Denisova, sem especificar a data ou o número de vítimas do ataque.

Situada na costa do Mar de Azov, Mariupol fica na região de Donetsk, cuja soberania é defendida pela Rússia, e é o berço do Batalhão de Azov, milícia paramilitar acusada por Moscou de ligações com o neonazismo.

Por conta disso, é alvo de um cerco e de constantes bombardeios por parte das forças russas, que já deixaram pelo menos 5 mil civis mortos na cidade, de acordo com as estimativas mais otimistas.

Segundo o alto representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, um escritório da missão do bloco em Mariupol também foi alvo de disparos “recentemente”, sofrendo “graves danos”. Nenhum funcionário europeu ficou ferido.

As autoridades ucranianas também denunciam a evacuação forçada de cidadãos de Mariupol para áreas do Donbass controladas por separatistas ou até para a própria Rússia. “Mais de 70 pessoas, entre mulheres e funcionários de uma maternidade, foram pegas à força pelos ocupantes”, afirmou nesta quinta a prefeitura do município.

Ao todo, a Ucrânia estima que mais de 20 mil moradores de Mariupol já foram removidos pelas forças russas contra a sua vontade e que mais de 160 mil civis continuam encurralados na cidade, que tinha cerca de 450 mil habitantes até o início da guerra.

This is one of the worst crimes of the war. Such crosses mark places where wounded, civilian or humanitarian cargoes can be found”, “Azov” reported.

 

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