Apenas 2,5% da população recebeu a primeira dose contra a Covid e 1% as duas doses

TOPSHOT – A staff of local NGO Shining Hope for Communities (SHOFCO) measures a woman’s body tempreture as the NGO installs hand washing stations at the Kibera slum in Nairobi, on March 18, 2020. – African countries have been among the last to be hit by the global COVID-19 coronavirus epidemic but as cases rise, many nations are now taking strict measures to block the deadly illness. (Photo by Yasuyoshi CHIBA / AFP) (Photo by YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images)

O Diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, que é a agência de saúde da União Africana, John Nkenngasong, disse que o continente foi deixado para trás na corrida mundial para a imunização contra a Covid-19.

O dirigente de saúde disse que a África não está, de modo algum, ganhando a batalha contra o coronavírus, e pelo menos 20 países da região estão no meio há uma terceira onda brutal da Covid.

O diretor da Agência Nacional de Saúde ressaltou que, para ele, não interessa qual a marca do imunizante, porque tudo que a África precisa é de vacinas. “Não me interessa se as vacinas são do Covax ou de qualquer outro lugar. Tudo o que precisamos é acesso rápido a elas”, afirmou John Nkengasong

Ele afirmou ainda que os números são desesperançosos: apenas 2,5% da população recebeu a primeira dose contra a Covid e 1% as duas doses.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que apenas sete países africanos, a maioria pequenos, vão atingir a meta de vacinar pelo menos 10% de seus habitantes até setembro.

Enquanto a vacinação fica totalmente restrita, a África vê o número de infecções subir drasticamente. Em 23 de maio, a média móvel de casos em todo o continente foi de 9.684. Um mês depois, o número quase triplicou chegando a 25.352.

Nos últimos 15 dias o número de mortes em 36 dos 54 países africanos cresceu 15%, segundo a OMS. No momento a África passa por uma terceira onda “brutal” em diversos países, conforme alerta de Nkengasong.

Em Ruanda, a média de casos diários explodiu, passando de 78 para 583, em um mês. Na República Democrática do Congo, mais de 5% dos parlamentares foram mortos pela Covid. Em Uganda, o Governo impôs uma quarentena pesada de 42 dias para frear o vírus. A Tunísia já enfrenta uma quarta onda.

A África do Sul, país da região mais afetado pela pandemia, a média de casos diários quase triplicou em duas semanas.

 

Fonte: Rede Itatiaia

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