Em entrevista à Itatiaia, Reynaldo Passanezi também falou sobre privatização da empresa

Presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho defendeu a privatização da empresa (Foto: ISA CTEEP/Divulgação)

Minas deve ter um aumento menor na conta de luz do que os outros estados, segundo o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho. Isso, se Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizar o reajuste nas tarifas neste segundo ano de pandemia.

Em entrevista exclusiva nesta quarta-feira (28) à comentarista de economia da Itatiaia, Rita Mundim, o dirigente afirmou que isso será possível usando um dinheiro que havia sido cobrado a mais dos clientes nos últimos anos, referente aos impostos federais PIS/Cofins.

“Provavelmente, neste ano seremos a empresa com menor reajuste tarifário dentre todas as empresas do setor elétrico. Isso é fruto do nosso esforço de conseguir algumas vitórias judiciais. Nós fomos pioneiros, ganhamos uma ação em nome do consumidor mineiro e estamos devolvendo isso ao consumidor. Isso permitiu que no ano passado o reajuste fosse zero e, neste ano, o nosso reajuste também será muito próximo desse valor”, afirmou Passanezi.

Privatização

Nesta quarta-feira, o presidente da Cemig e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), participaram de um evento online com acionistas e investidores. O governador voltou a dizer que quer privatizar a empresa até o fim da administração dele e acrescentou que a operação não precisaria envolver uma venda completa da companhia. Com a declaração, as ações da Cemig no dia subiram 5,8%.

À Itatiaia, Passanezi detalhou como seria esta operação. “O patrimônio do estado vai se valorizar, e o estado continuará acionista da Cemig e vai ter muito mais dividendos, porque essa empresa vai poder investir mais, gerar mais valor, mais desenvolvimento para o estado e o estado vai ter mais arrecadação de impostos”, disse.

“Você pode ter certeza de que esse é um processo em que o objetivo é valorizar o patrimônio público, para o estado ser sócio de uma empresa que tem muito mais potência de crescimento do que hoje, sob o controle do estado”, completou.

Veja a entrevista na íntegra:

Fonte: Rede Itatiaia

 

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