Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

A situação do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro ficou ainda mais complicada e o clube passou a ver a Série B mais de perto. Em mais uma atuação abaixo da crítica, o time celeste perdeu por 1 a 0 para o CSA, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, em duelo que era considerado uma ‘decisão’ na luta contra o rebaixamento. Para piorar, os torcedores ainda viram Thiago Neves desperdiçar um pênalti assinalado com a ajuda do VAR.

Depois de o camisa 10 perder o pênalti, os torcedores se revoltaram no Mineirão. Alguns cruzeirenses acenderam dois sinalizadores e jogaram no gramado. A fumaça dos artefatos tomou conta do estádio. A Polícia Militar teve que interferir e deu vários tiros de borracha para dispersar o tumulto nas arquibancadas. Diante dos problemas, o árbitro precisou paralisar a partida durante cerca de três minutos.

O zagueiro Alan Costa marcou o gol da vitória do CSA, aos 42 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio que foi cedido de graça por Pedro Rocha. A bola foi alçada na área celeste, Ricardo Bueno cabeceou e Fábio espalmou. No rebote, o zagueiro do time alagoano empurrou para as redes. A equipe alagoana, que segue ameaçadíssima pelo rebaixamento, vinha de cinco derrotas seguidas.

Com o resultado, o Cruzeiro se manteve na zona de rebaixamento, com 36 pontos, um atrás do Ceará, primeira equipe fora do Z4. A situação da Raposa é ainda mais complicada porque agora o time fará dois jogos consecutivos fora de casa (Vasco e Grêmio), enquanto os cearenses jogam as duas próximas como mandante (Athletico-PR e Corinthians).

Já o CSA, mesmo com a vitória, segue em situação delicadíssima. O time foi a 32 pontos, mas continua na 18ª posição, cinco pontos atrás do Ceará e faltando apenas três rodadas para o fim do campeonato.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai até o Rio de Janeiro para enfrentar o Vasco, segunda-feira, às 20h, em São Januário. Já o CSA recebe o Bahia, no domingo, às 18h, no estádio Rei Pelé, em Maceió.

O jogo 

Conforme adiantado pela Itatiaia, o Cruzeiro começou a partida com três mudanças no time: o zagueiro Léo e os atacantes Pedro Rocha e Ezequiel ganharam as posições de Fabrício Bruno, Robinho e Marquinhos Gabriel, respectivamente, por opção do técnico Abel Braga.

Mas as alterações não surtiram efeito e o Cruzeiro fez um primeiro tempo muito ruim. Apesar de ter maior volume de jogo, a Raposa encontrava dificuldades para penetrar na defesa do CSA, repetindo o filme da partida contra o Avaí.

Sem repertório ofensivo, o Cruzeiro só criou uma boa chance para abrir o placar: aos 29 minutos, Pedro Rocha tabelou com Fred, invadiu a área, mas bateu para fora.

Contente com o empate, o CSA já fazia muita cera, com os jogadores caindo em cada disputa de bola. Aos 30 minutos, o goleiro Jordi levou cartão amarelo por demorar a cobrar o tiro de meta.

Mesmo feliz com o ponto conquistado, o CSA conseguiu sair na frente no placar aos 42 da etapa inicial, após Pedro Rocha ceder escanteio de forma infantil – chutando torto na hora de afastar a bola da entrada da área do Cruzeiro. Depois da cobrança, Ricardo Bueno cabeceou e Fábio espalmou. No rebote, Alan Costa só empurrou para as redes.

Os torcedores não perdoaram a péssima atuação na etapa inicial e vaiaram os jogadores após o fim dos 45 minutos.

No intervalo, Abel Braga fez duas alterações tirando Éderson e Fred para colocar Robinho e Joel, respectivamente. O Cruzeiro quase empatou em chute de Ezequiel que o goleiro Jordi espalmou para escanteio.

A chance do empate veio com o VAR, aos 16 minutos. Pedro Rocha caiu na área, mas o árbitro não marcou nada. Alertado pelo árbitro de vídeo, Vinicius Gonçalves Dias Araújo foi ao monitor rever o lance e marcou pênalti. A imagem mostrou que o zagueiro Alan Costa pisou no pé direito do atacante celeste.

Thiago Neves pegou a bola para cobrar a penalidade. Antes vaiado pela torcida, o jogador teve o nome gritado no Mineirão. O camisa 10 foi para a batida, mas chutou para fora. Em seguida, os torcedores se voltaram contra o meia: “Thiago Neves, vá se f****, o meu Cruzeiro não precisa de você”.

A partir daí, os torcedores se revoltaram. Alguns cruzeirenses acenderam dois sinalizadores e jogaram no gramado. A fumaça dos artefatos tomou conta do estádio. A Polícia Militar teve que interferir e deu vários tiros de borracha para dispersar o tumulto nas arquibancadas. Diante dos problemas, o árbitro precisou paralisar a partida durante cerca de três minutos.

Após o jogo ser retomado, o Cruzeiro não conseguiu fazer mais nada e passou a ver a Série B mais de perto.

Cruzeiro 0 x 1 CSA

Cruzeiro: Fábio; Orejuela, Cacá, Léo e Egídio; Henrique, Éderson (Robinho), Ezequiel (Sassá), Thiago Neves e Pedro Rocha; Fred (Joel). Técnico: Abel Braga

CSA: Jordi; Dawhan, Alan Costa, Luciano Castán e Rafinha; João Vitor, Nilton, Jonathan Gómez, Euller (Warley) e Apodi (Bruno Alves); Ricardo Bueno. Técnico: Argel Fucks

Motivo: 35ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 28 de novembro de 2019, quinta-feira, às 21h30
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Gol: Alan Costa (42’/1º)

Cartão Amarelo: Euller, Jordi, Jonathan Gomez (CSA)

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)

Público: 34.290 (presentes) / 30.197 (pagantes)
Renda: R$ 354.764,00

(Por: Fábio Rocha/Itatiaia BH)

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